Domingo, 15 de Abril de 2012

Ordenando o Caos...

Um facto que terá passado despercebido a muitos foi que no ano de 2002 se completaram dois séculos que Thomas Wedgwood, verdadeiro percursor, teve o talento de inventar a fotografia. Mas, como se sabe, coube a Niépce e a Daguerre, em 1826, o mérito de porem em prática tão importante novidade.

Desde então, a fotografia, nas suas variadas técnicas e múltiplas finalidades, tornou-se companheira inseparável, mesmo obrigatória, na caminhada do Homem.

Quando, quase cem anos depois, surgiu o cinema, que consideraram a Sétima Arte, já a fotografia teria merecido tal distinção. Porém, com o decorrer do tempo, o génio humano conseguiu guindá-la a plano tão elevado que hoje ocupa, com toda a justiça, o lugar que lhe é devido entre as artes maiores. Caber-lhe-ia também no pensamento aristotélico sobre poesia, o mesmo tipo de " mimesis, não no sentido de imitação, de um duplo do real, mas numa hipérbole transfiguradora ".

Depois de subestimar a vulgaridade, a mediocridade, Paul Ricoeur em " A Crítica e a Convicção ", diz: " quanto à fotografia de arte, também ela se propõe, mas com um custo mais elevado, libertar-se da imitação, da simples representação; também ela constrói o seu objecto, de algum modo, na reduplicação do real ". E, logo a seguir: " A fotografia consegue surpreender as falhas desse laço tão subtil e os não-ditos dos ocos verbais ".

Curiosamente no campo da pintura portuguesa, Rocha de Sousa, Albuquerque Mendes e vários outros usam a colagem de fotografias nos seus trabalhos de técnicas mista, enquanto Helena Almeida sobre os próprios auto-retratos executa pinceladas de um " trompe-l´oeil " inovador de efeitos surpreendentes.

Consideramos José M. F. Coutinho um exemplo de amor e entrega à arte da fotografia. Quer como autor que frequentemente se apresenta em exposições individuais e colectivas, quer como promotor e responsável destas últimas. Na verdade, o seu espírito pródigo, de grande abertura e comunicabilidade, trato afável, fazendo dele pessoa estimada e digna de geral apreço.

Do seu vasto espólio afoitamo-nos a emitir alguns pareceres que julgamos pertinentes.

Dentre uma diversificado grupo de fina qualidade, recordamos a bela e luminosa originalidade de " Movimento da Noite ", a arquitectura despojada, resultante do enquadramento escolhido, de " Linhas e Trilhos " e " Parede com Luz ", numa linha de arte minimal.

Dos temas naturalistas, quantas vezes mal explorados pelo comum amador, porque o " Ver " é muito mais que o simples olhar, são exemplos " Gotículas do Amanhecer ", " …por essa noite fora… ", " O Mar e a Terra ", e essa obra notável , de rara craveira, intitulada "A Tradição, ainda se mantêm ".

Por inspiração nascente e servindo de complemento, José M. F. Coutinho enriquece cada trabalho com um texto que espelha as suas faculdades de sensibilidade e cultura, impelido pelo sonho que o anima, as janelas do Mundo, as sensações despertadas, as vertentes filosóficas de simbolização fotográfica. Sensações em que se pressente a carícia da Brisa, o eco das ondas, o perfume dos campos…

O lema da carreira artística deste autor define-se , quanto a nós, em serenidade e paz, emoção que se preserva na Obra Criada, capaz de dar universalidade ao singular. Tarefa que não é fácil nesta hora em que se discutem os limites da arte. Razão tem Thierry de Duve quando afirma: " Num contexto em que qualquer coisa pode ser arte, é muito fácil fazer arte e muito difícil fazer arte de alta qualidade ".

José Manuel ordenando o caos do Mundo, tem sabido dar resposta a tal questão…

Telo de Morais, 11 de Outubro de 2004

Nota: Para quem não conhece o Dr. Telo de Morais, é a maior referência do mundo das artes, na cidade de Coimbra pelo facto de ter doado à Câmara Municipal de Coimbra, a sua colecção privada de obras de arte, desde a pintura, a arte sacra, a arte chinesa e mobiliário antigo, avaliado em milhares de contos, no que hoje constitui a permanente exposição " Colecção Telo de Morais " que está patente ao público no Museu da Cidade - Edifício Chiado, em Coimbra.

Domingo, 5 de Junho de 2011

" Suave Brisa de Verão "

“ Suave Brisa de Verão “

...esta fotografia já é uma clássica...

...depois das férias, fica a recordação...

A “ Suave Brisa de Verão “ é uma fotografia tirada em 1999, e foi uma das fotografias mais comentadas que merecia ser destacada no 1000imagens, no dia 30 e 31 de Agosto de 2005, e de 1 a 3 de Setembro de 2005.

A “ Suave Brisa de Verão “ é uma fotografia que ficou em primeiro lugar no concurso fotográfico do “ foto@pt “ do mês de Outubro de 1999.

A “ Suave Brisa de Verão “ é uma fotografia muito divulgada, e já foi vista por 7332 amantes da fotografia, desde Agosto de 2005, até ao dia 5 de Junho de 2011, no website do 1000imagens.

Tenho muita dificuldade em avaliar as minhas próprias imagens e o pior crítico das minhas imagens, sou eu mesmo.

Acho que cada um de nós sem qualquer excepção tem boas imagens, e que é uma questão de tempo a evolução que cada um deve ter. Lembro-me que no grande site que foi o www.fotopt.net que está actualmente em modo arquivo, por outras palavras só para consulta, eu colocava as fotografias directamente do scanner para o site com todo o “ lixo “ que as minhas fotos tinham. O quanta alegria e adrenalina sentia ver as fotografias na net. Aprendi muito ao “ ver “ as fotografias que me passaram pela frente, perdendo muito tempo ao observa-las. Acho que cada um de nós tem um caminho rápido ou longo na evolução do seu percurso.